Não há o que temer. Tudo é!
Nada do que você é pode ser ameaçado. Nada do que é verdadeiro em você pode ser retirado.... O que pode cair são apenas as imagens que criamos sobre quem deveríamos ser.
Juliana Pozzi - Através de Mim
2/4/20262 min ler


Há um momento no caminho em que algo se aquieta. Não porque todas as respostas foram encontradas, mas porque a pergunta perde a urgência e é quando percebemos que o medo não nasce da vida em si, mas da ideia de separação que aprendemos a sustentar.
Desde muito cedo, fomos ensinados a buscar fora: segurança, validação, sentido, direção. E nessa busca constante, esquecemos de algo essencial: nunca estivemos separados da Fonte que nos move.
O que chamamos de “realidade” começa antes da forma, ela nasce no campo sutil — no sentir, no imaginar, no vibrar — e então se expressa no mundo físico como experiência. Não como punição ou prova, mas como movimento da consciência.
Se olharmos para a vida a partir desse lugar, algo se revela: não estamos aqui para vencer o medo, mas para atravessá-lo até lembrar quem somos.
No tempo do universo, tudo já é. Tudo já foi vivido, sentido e experimentado. O que chamamos de “agora” é apenas a consciência caminhando por um recorte dessa vastidão. E se tudo já foi vivido, então não há experiência que não possamos atravessar. Não há situação que não sejamos capazes de sentir e não há erro real, apenas experiências em movimento.
Somos, ao mesmo tempo, a consciência que cria a experiência e a consciência que a vive. Não no sentido do ego que controla, mas da essência que se expressa.
Quando isso é lembrado, o medo começa a se dissolver. Porque o medo precisa da ideia de perda, de fim, de inadequação e a essência não pode ser perdida. Ela é reconhecida.
Nada do que você é pode ser ameaçado. Nada do que é verdadeiro em você pode ser retirado.... O que pode cair são apenas as imagens que criamos sobre quem deveríamos ser.
A vida não está contra nós. Ela está se movendo através de nós. Cada experiência — inclusive as mais desafiadoras — é um convite para reconhecer mais um pedaço da sua totalidade. Luz e sombra não são opostas. São partes do mesmo campo buscando equilíbrio. Quando paramos de resistir, quando deixamos de lutar contra o que sentimos algo se alinha.
O corpo relaxa.
A mente silencia.
O coração se abre.
E então o fluxo acontece.
Não porque tudo ficou fácil, mas porque não existe mais guerra interna.
Não há o que temer.
Nunca houve.
Há apenas a vida se experimentando em você.
E você se lembrando, pouco a pouco, que sempre esteve em casa.
Este espaço te atravessou de alguma forma?
Se você quiser, você pode apoiar essa jornada.
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